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Lisa Ekdahl - Look To Your Own Heart ***
Faltam teses e outras teorias sobre essa magia que só as canções possuem de transformar em passos de dança e trá-lá-lás os mais desvairados desgostos de amor. Se ainda não existem, não será certamente a partir de Lisa Ekdahl que vão aparecer. Porque, apesar de o tal paradoxo ser o motor deste disco, esta loira sueca tem poucas pretensões e, na verdade, apenas quer dar-nos música. A receita é exactamente a mesma do último disco de originais (Give Me That Slow Knowing Smile, de 2009): umas pitadas de jazz muito ligeiro ("I'm Falling"), uns ares de bossa ("Sing and Dance") e um je ne sais quoi de França, o país que mais sucesso lhe garante, Suécia natal à parte (ouça-se, por exemplo, "You Want Her Approval"). Música mansa, feita para uma voz infantil no timbre, mas adulta nas soluções que, apesar de tudo, alcança. Pensada para encantar sem incomodar. Para chatices já basta a vida, não é?
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Discos,
Lisa Ekdahl
Lisa Ekdahl - At the Olympia ***
Esqueçam o Olympia. Nos dias que correm, qualquer um lá
chega. Nesta edição, a parte mais valiosa é o DVD, todo filmado a preto e
branco, em que há, é verdade, Paris, mas acima de tudo os ensaios, os encontros,
as canções, no conforto da casa de Lisa, entre amigos, algures na Suécia natal.
É claro – não sejamos ingénuos – nada disto é espontâneo. Afinal de contas,
meteram lá em casa uma equipa de televisão. Mesmo assim, há um doce aroma a
improviso, ou, se quiserem, a reinvenção, em canções como “The World Keeps
Turning” ou “Sing” que suplanta o tal espectáculo do Olympia. Mas, já que o
disco se chama “At The Olympia”, convém referir que, além de algumas canções no
DVD, temos direito a um CD áudio todo ele made in Paris. Nada que não
conheçamos – Lisa já passou mais que uma vez por cá -, ou seja, aquele jazz
muito ligeiro, bossa à mistura, e aquele fio de voz que limpa as canções de
Cole Porter de qualquer traço de Sinatra.
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